Diabetes e Visão: Como a Doença Afeta os Olhos? 

I

Actualidade

I

Por

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Diabetes. Em 2021, segundo dados do SNS, a diabetes já atingia cerca de 79 241 de portugueses, estando inscritas 879 853 pessoas nos centros de saúde com diagnóstico da doença.   

Mundialmente, a doença atinge cerca de 382 milhões de pessoas em todo o mundo, estimando-se que em 2035 o número de doentes atinja os 592 milhões. 

Esta data importante convida-nos a refletir sobre a importância da consciencialização sobre os riscos associados à diabetes, especialmente no que toca à saúde ocular e a problemas como a Retinopatia Diabética. Continue a ler para saber mais sobre as implicações da diabetes na saúde ocular! 

 

 

Como a diabetes afeta os olhos? 

A Diabetes é uma doença caracterizada pelo aumento irregular da glicose (açúcar) no sangue, denominando-se hiperglicemia. Este facto, faz com que ao longo do tempo surjam complicações em vários órgãos do corpo, nomeadamente nos olhos. 

 

A partir do diagnóstico da diabetes, podem alterações oculares que indicam a prevalência deste problema: 

      • Tendência para olho seco 

        • Desconforto ocular 

          • Fotofobia 

            • Cataratas  

              • Alteração transitória de erro refrativo (miopia e hipermetropia) 

                • Risco de glaucoma  

                  • Retinopatia Diabética 

                 

                O que é a Retinopatia Diabética? 

                A Retinopatia Diabética é das complicações oculares mais sérias associada à diabetes. Tal como o nome indica, afeta a retina do olho, podendo provocar doenças mais graves, associadas à visão, como a cegueira.  

                Os sintomas da Retinopatia Diabética, incluem principalmente a perda parcial ou total da visão, visão turva, diminuição da acuidade visual, flashes, pontos flutuantes ou “moscas”, dor, pressão ocular, vermelhidão nos olhos ou qualquer outra alteração repentina na visão. 

                O diagnóstico desta doença, é feito através da realização de exames oculares, como a retinografia, angiografia e a tomografia.  

                Na eventualidade da Retinopatia Diabética ser detetada e dependendo da progressão da doença, é necessário realizar um tratamento que consiste na prescrição de medicação anti-VEGF, fotocoagulação a laser e vitrectomia. 

                 

                 

                Prevenção da Diabetes é a chave 

                A prevenção é um fator chave, pois os sintomas que permitem identificar a Retinopatia Diabética podem surgir demasiado tarde, sendo essencial fazer um controlo regular da Diabetes. 

                Por essa razão, os especialistas recomendam a realização de exames oculares frequentes, controlo da glicemia, tensão arterial e colesterol, bem como manter uma alimentação equilibrada e praticar exercício físico. 

                Segundo dados recolhidos pelo grupo RETINODIAB (Associação Protectora dos Diabéticos), em rastreios realizados na região de Lisboa e Vale do Tejo, com vista à avaliação da prevalência da Retinopatia Diabética, em doentes com Diabetes Mellitus tipo 2, foram identificados 16,3% casos. 

                Torna-se por isto fundamental, promover a consciencialização para as boas práticas e a prevenção desta doença, desde a mudança de hábitos até a um estilo de vida mais equilibrado. 

                 

                E você, já sabia das implicações da diabetes para a saúde ocular? 

                Etiquetas

                También te puede interesar

                As redes sociais tornaram-se uma ferramenta essencial para qualquer ótica que pretenda reforçar a sua presença local, aproximar-se da comunidade e atrair novos clientes.  No entanto, muitas óticas continuam a cometer erros que limitam os resultados da sua comunicação digital.  Conheça alguns dos erros mais comuns e descubra como os evitar.  Publicar apenas promoções  Um […]

                Num mercado cada vez mais competitivo, muitos profissionais do setor ótico procuram formas de aumentar a rentabilidade do negócio. No entanto, aumentar preços nem sempre é a melhor solução.  Na realidade, existem várias estratégias que permitem melhorar os resultados da ótica sem que isso implique um aumento dos preços para os clientes.  Descubra algumas das […]

                A evolução tecnológica tem vindo a transformar diferentes áreas da saúde, e a Oftalmologia é um dos setores onde essa mudança se torna cada vez mais visível. Atualmente, a Inteligência Artificial (IA) assume um papel crescente no apoio à deteção, análise e acompanhamento de diversas doenças oculares.  Embora ainda exista um forte acompanhamento humano e clínico em todas as etapas do processo, a tecnologia tem contribuído para tornar alguns procedimentos mais rápidos, eficientes e precisos.  O que é a Inteligência Artificial aplicada à Oftalmologia?O que é a Inteligência Artificial aplicada à Oftalmologia?  Na Oftalmologia, a Inteligência Artificial é utilizada para analisar imagens e exames oculares através de sistemas informáticos desenvolvidos para reconhecer padrões e alterações visuais.  Através da análise de dados clínicos, estes sistemas conseguem auxiliar os profissionais na identificação de sinais associados a determinadas  patologias oculares, funcionando como uma ferramenta complementar de apoio clínico.  A importância da deteção precoce  Muitas doenças oculares podem evoluir de forma silenciosa, sobretudo numa fase inicial. Em patologias como o glaucoma ou a retinopatia diabética, o diagnóstico precoce é essencial para reduzir o risco de perda visual irreversível.  Neste contexto, a Inteligência Artificial pode ajudar a acelerar a análise de exames e facilitar a identificação de alterações que necessitem de avaliação especializada.  A utilização destas tecnologias em programas de rastreio poderá também contribuir para uma resposta mais rápida e  eficiente em contextos de prevenção.  Aplicações em diferentes doenças oculares  A Inteligência Artificial já está a ser utilizada em estudos e soluções clínicas relacionadas com diferentes áreas da Oftalmologia, incluindo:  Em muitos casos, a análise automatizada de imagens permite apoiar a avaliação clínica e melhorar a capacidade de monitorização da progressão da doença.  Tecnologia e acompanhamento clínico  Apesar da evolução tecnológica, a Inteligência Artificial não substitui a avaliação realizada pelos profissionais de saúde visual. O diagnóstico, […]

                Únete a CECOP

                y descubre cómo rentabilizar al máximo tu negocio